Petróleo acima de US$ 105 empurra juros futuros; DI 2028 vai a 13,63%
Escalada do Brent com a guerra no Oriente Médio, alta de juros do BCE e o PPI dos EUA de agosto ampliaram a pressão sobre as taxas locais.

Os juros futuros negociados na B3 abriram em alta nesta quinta-feira (10), pressionados pela nova escalada dos preços do petróleo, que ultrapassou US$ 105 por barril durante a manhã, segundo o Valor Econômico. O movimento repetiu o comportamento da sessão anterior, quando as taxas também subiram com o Brent acima de US$ 100.
De acordo com a CNN Brasil, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 encerrou a quarta-feira em 13,63%, com alta de 11 pontos-base em relação ao fechamento anterior. A emissora atribuiu o avanço à combinação entre o petróleo acima de US$ 100 e a alta dos rendimentos dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano.
O que está por trás da alta
O Valor Econômico relaciona a valorização do petróleo à persistência da guerra no Oriente Médio e ao risco de novas interrupções no Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte do fluxo global da commodity.
Ainda segundo o Valor, dois outros fatores externos ampliaram a pressão sobre as taxas brasileiras na quinta-feira: a decisão do Banco Central Europeu de elevar os juros na zona do euro e os números de agosto do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o jornal aponta que o volume de serviços veio mais fraco que o esperado.
A Tribuna do Sertão registra que, além do petróleo, medidas voltadas aos combustíveis também influenciaram a firme alta das taxas de juros na quarta-feira.
Efeito nos títulos públicos e na Bolsa
No Tesouro Direto, o quadro foi misto. O Estadão informou que o Tesouro IPCA+ 2032 sustentou na quarta-feira a taxa mínima desde maio, mesmo com o petróleo acima de US$ 100 pressionando o restante da curva de juros.
Já o site EuQueroInvestir apurou que o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2050 subiu para 7,30% na mesma sessão, também associando o movimento ao avanço do barril.
O impacto não ficou restrito à renda fixa. Segundo o SpaceMoney, o Brent acima de US$ 100 pressionou os juros e derrubou o Ibovespa.
Petróleo no centro do movimento
O patamar de US$ 100 por barril aparece como referência comum em todas as reportagens sobre as duas sessões. O Jornal do Brasil também destacou a relação direta entre o Brent nesse nível e a pressão sobre os juros locais.
A magnitude exata do avanço das taxas na sessão desta quinta-feira, após a abertura em alta, não foi detalhada pelas reportagens disponíveis.
Fontes desta matéria
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