M&As no Brasil caem 35% no 1º semestre, com 610 negócios, diz KPMG
Levantamento trimestral da consultoria aponta recuo nas operações anunciadas em meio a juros altos, incertezas no comércio internacional e ano eleitoral.

O mercado brasileiro de fusões e aquisições registrou 610 transações anunciadas no primeiro semestre de 2026, uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado é da pesquisa trimestral de fusões e aquisições da KPMG e foi divulgado pelo Valor Econômico.
Segundo o Valor, o recuo no número de operações vem acompanhado de uma participação relevante dos negócios situados na faixa intermediária de valor, segmento frequentemente associado ao middle market. As mesmas informações foram reproduzidas pelo Portal UAI e pelo site Inteligência Brasil Imprensa.
Por que os investidores ficaram mais seletivos
O Valor Econômico aponta três fatores por trás da cautela na escolha de ativos: os juros elevados, as incertezas no comércio internacional e a proximidade das eleições. A combinação, de acordo com o jornal, elevou a seletividade dos investidores no mercado brasileiro de M&A.
O debate sobre a taxa de juros
Em paralelo, a discussão sobre as causas do patamar dos juros no Brasil ganhou força, segundo a Folha de S.Paulo. O jornal cita o economista Samuel Pessôa, que tem sustentado que a explicação está no elevado gasto fiscal e na consequente baixa poupança doméstica, o que geraria um excesso crônico de demanda no país.
Outros veículos abordaram efeitos dos juros altos em frentes distintas. O Brasil 247 publicou que a manutenção das taxas pelo Banco Central tem ampliado a riqueza dos brasileiros de maior patrimônio. Já o SBT News relatou que o orçamento das famílias está no limite diante do endividamento e do custo do crédito.
Os despachos disponíveis não detalham o valor total movimentado pelas 610 operações nem a distribuição das transações por setor.
Fontes desta matéria
Esta matéria foi redigida com apoio de inteligência artificial a partir dos despachos das fontes acima e passou pela verificação de corroboração do OeiaNews. Entenda como apuramos.