AGU notifica YouTube e cobra remoção de vídeos com médicos falsos feitos por IA
Advocacia-Geral da União pede que a plataforma retire ou sinalize conteúdos que simulam profissionais de saúde para espalhar desinformação sobre tratamentos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para que a plataforma remova ou sinalize vídeos que usam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde divulgando informações falsas sobre tratamentos. A cobrança foi divulgada em 8 de setembro, segundo a BBC e o Ministério da Saúde.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a notificação trata de uma série de vídeos em que imagens de profissionais de saúde são geradas artificialmente para dar aparência de credibilidade a conteúdos enganosos. O pedido do governo prevê duas alternativas para a plataforma: a retirada do material ou a exibição de um alerta aos usuários.
Prazo e público-alvo
O Olhar Digital informou que a AGU deu prazo de 72 horas para que o YouTube tome providências. Segundo o mesmo veículo, uma das preocupações apontadas na notificação é a proteção de idosos contra golpes associados a esse tipo de conteúdo.
A notificação foi endereçada ao Google, controlador do YouTube, conforme registraram a BBC, a VEJA e o Ministério da Saúde em comunicado publicado no portal gov.br.
Reportagens antecederam a ação
Segundo a BBC, a cobrança do governo ao Google ocorreu após reportagens da própria emissora sobre a circulação de vídeos com falsos médicos criados por inteligência artificial.
O caso se insere em uma frente mais ampla do governo federal contra a desinformação em saúde nas redes sociais, de acordo com o UOL Tilt. O veículo descreveu a movimentação como parte de uma intensificação das ações do governo diante da proliferação de conteúdos enganosos sobre saúde nas plataformas digitais.
Divergência sobre a natureza da medida
Há diferença entre os relatos quanto ao formato da iniciativa. A Folha de S.Paulo, o Jornal de Brasília e o Olhar Digital descrevem o ato como uma notificação enviada pela AGU ao YouTube. Já o UOL Tilt afirma que o governo federal acionou judicialmente plataformas digitais em razão da circulação de conteúdos enganosos em saúde.
Os veículos que cobriram o caso não detalharam publicamente quantos vídeos foram listados na notificação nem qual foi a resposta do Google ao pedido do governo.
Fontes desta matéria
Esta matéria foi redigida com apoio de inteligência artificial a partir dos despachos das fontes acima e passou pela verificação de corroboração do OeiaNews. Entenda como apuramos.