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AGU notifica YouTube e cobra remoção de vídeos com médicos falsos feitos por IA

Advocacia-Geral da União pede que a plataforma retire ou sinalize conteúdos que simulam profissionais de saúde para espalhar desinformação sobre tratamentos.

2 min de leitura7 fontes
Imagem: UOL Tilt

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para que a plataforma remova ou sinalize vídeos que usam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde divulgando informações falsas sobre tratamentos. A cobrança foi divulgada em 8 de setembro, segundo a BBC e o Ministério da Saúde.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a notificação trata de uma série de vídeos em que imagens de profissionais de saúde são geradas artificialmente para dar aparência de credibilidade a conteúdos enganosos. O pedido do governo prevê duas alternativas para a plataforma: a retirada do material ou a exibição de um alerta aos usuários.

Prazo e público-alvo

O Olhar Digital informou que a AGU deu prazo de 72 horas para que o YouTube tome providências. Segundo o mesmo veículo, uma das preocupações apontadas na notificação é a proteção de idosos contra golpes associados a esse tipo de conteúdo.

A notificação foi endereçada ao Google, controlador do YouTube, conforme registraram a BBC, a VEJA e o Ministério da Saúde em comunicado publicado no portal gov.br.

Reportagens antecederam a ação

Segundo a BBC, a cobrança do governo ao Google ocorreu após reportagens da própria emissora sobre a circulação de vídeos com falsos médicos criados por inteligência artificial.

O caso se insere em uma frente mais ampla do governo federal contra a desinformação em saúde nas redes sociais, de acordo com o UOL Tilt. O veículo descreveu a movimentação como parte de uma intensificação das ações do governo diante da proliferação de conteúdos enganosos sobre saúde nas plataformas digitais.

Divergência sobre a natureza da medida

Há diferença entre os relatos quanto ao formato da iniciativa. A Folha de S.Paulo, o Jornal de Brasília e o Olhar Digital descrevem o ato como uma notificação enviada pela AGU ao YouTube. Já o UOL Tilt afirma que o governo federal acionou judicialmente plataformas digitais em razão da circulação de conteúdos enganosos em saúde.

Os veículos que cobriram o caso não detalharam publicamente quantos vídeos foram listados na notificação nem qual foi a resposta do Google ao pedido do governo.

Fontes desta matéria

Esta matéria foi redigida com apoio de inteligência artificial a partir dos despachos das fontes acima e passou pela verificação de corroboração do OeiaNews. Entenda como apuramos.

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